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Médico pode postar antes e depois? Entenda as regras do CFM
Sim, desde 2024 — com condições. As regras da Resolução CFM nº 2.336/2023 para imagens de antes e depois: autorização, finalidade educativa, evoluções insatisfatórias e o que ainda derruba publicações.
Pode. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite a demonstração de antes e depois desde que apresentada com as indicações terapêuticas e com o quadro completo de evoluções — satisfatórias e insatisfatórias —, com autorização do paciente, finalidade educativa, sem manipulação de imagem e sem promessa de que outro paciente terá o mesmo resultado.
O que a norma diz, exatamente
Até 2024, o antes e depois era vedado na publicidade médica. A Resolução CFM nº 2.336/2023 inverteu a regra e a condicionou: a demonstração é permitida quando apresentada com as indicações terapêuticas e com evoluções satisfatórias e insatisfatórias. O espírito é claro — antes e depois como informação sobre o que um tratamento pode e não pode fazer, nunca como vitrine de resultado garantido.
Somam-se as regras gerais de imagem de paciente: finalidade educativa, relação com a especialidade registrada do médico, autorização documentada, imagem sem manipulação e paciente não identificável quando não houver autorização expressa para identificação.
O checklist antes de publicar
- Autorização do paciente documentada — específica para a divulgação.
- Contexto educativo no texto: qual o procedimento, para quem é indicado, quais os limites e riscos.
- Apresentação honesta da variação de resultados, incluindo evoluções insatisfatórias.
- Nenhuma edição que melhore o "depois" — filtro que altera o resultado descaracteriza a finalidade educativa.
- Legenda sem promessa: nada de "você também pode ter esse resultado".
- Procedimento dentro da sua especialidade registrada.
Se algum item falha, a publicação não está pronta — e o problema quase nunca é a foto: é a legenda e a falta de contexto.
O que ainda derruba publicações de antes e depois
- Promessa de resultado — a vedação central da norma, que a legenda viola com uma frase.
- Mural só de casos perfeitos: a exigência de mostrar evoluções insatisfatórias existe para impedir exatamente essa curadoria.
- Sensacionalismo: trilha dramática, revelação teatral, comparação com colegas.
- Imagem editada para acentuar a diferença.
- Caso fora da especialidade registrada de quem publica.
Publicar antes e depois vale a pena?
Quando feito com método, sim: é um dos formatos de maior interesse genuíno do paciente, e o contexto educativo que a norma exige é justamente o que o torna útil — indicações, limites, variação de resultados. O formato publicado corretamente educa e posiciona; publicado como vitrine, é a via mais curta para problema ético.
O panorama completo das regras está em Publicidade médica em 2026: o que o CFM permite? — e o Guia de Marketing Médico 2026 traz o checklist completo de imagens junto da estratégia de conteúdo em que ele se encaixa.